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Escrever poesia não é um dom, mas um tom. Um tom na cor do azul ou do branco. Um tom dissonante na harmoniosa sinfonia do mesmo. Um detalhe, um detalhamento ali, onde tudo parecia já perfeito e acabado. A poesia é um excesso. Escrevê-la é um abuso. Viver o abuso, necessitar o excesso, esse o destino do poeta. Não um dom, mas um tom. Um traço - a criar o sentido contrário, entre linhas.
Florianópolis, 20/01/2001 |
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